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Moda, mais que uma paixão

Tendências02/12/2015

Elegância, cosmopolitismo e glamour são-lhe frequentemente associados. Raquel Prates é uma apaixonada por moda. Acredita na importância da sua componente artística e da sua vertente ligada à diversão. Para Raquel, a moda é uma ferramenta que nos permite valorizar a imagem, de uma forma confortável e exclusiva. Foi com ela que falámos nesta edição da IT Magazine.

A Raquel foi a primeira portuguesa a fotografar para a capa da Vogue. Qual a importância que esse momento teve para si?
Foi um momento bastante importante. Em primeiro lugar, senti-me honrada e lisonjeada, a Vogue sempre foi uma das minhas principais referências, e fazer parte da sua história é, sem dúvida, algo que me marcou pela positiva. De alguma forma, esse momento, também foi um ponto de viragem na forma como as pessoas começaram a olhar para mim, acho que foi a partir daí que, em termos de moda, deixei de ser só a apresentadora do Portugal Radical. É algo que marcou a minha vida, isso é muito claro para mim.

É uma figura incontornável do panorama nacional, na área da moda. Que peso tem a moda no seu dia a dia, na sua vida?
Em termos pessoais, tem uma dinâmica que está intimamente ligada ao meu bem-estar. A moda tem duas componentes que me fascinam, a componente artística e também uma vertente que está intimamente ligada ao meu conceito de divertimento, e ambas são fundamentais para mim. Na vertente profissional, a minha paixão pela moda fez-me trilhar um caminho em que a pesquisa e a divulgação de criadores se tornou imperiosa para mim, não só pelo propósito de tudo fazer para ajudar na promoção do talento das pessoas em que acredito, mas também para mostrar ao público em geral que é possível acompanhar as tendências dentro de um orçamento bem arquitetado, sem gastos excessivos, de uma forma confortável e exclusiva que valorize a nossa imagem e que ainda nos possa dispor bem.

Lançou, com Pedro Crispim, o livro “Do chinelo ao salto alto”. O que é que o leitor pode encontrar nesta obra?
Curiosamente é um pouco o que já mencionei na resposta anterior. O livro não é de regras ou imposições, muito pelo contrário. O livro é uma viagem, um guia de caminhos e dicas, que procura orientar e facilitar as pessoas que queiram valorizar a sua auto estima e que mostra a moda como uma ferramenta para esse objetivo. Há tantas pequenas coisas que podem fazer a diferença, nós propusemo-nos a partilhar o nosso conhecimento no sentido de tentarmos ajudar quem quiser recorrer à nossa ajuda. Acho que conseguimos. Tinha dito a mim própria que bastava que o livro ajudasse, uma pessoa que fosse, para já ver compensado o nosso trabalho. Até hoje já várias dezenas de pessoas nos agradeceram por termos sido úteis e isso dá-me um alento muito especial.

Como gosta de aproveitar o seu tempo livre?
Infelizmente tenho muito pouco, está cada vez mais difícil ter tempo livre, mas o que tenho é para partilhar momentos com as pessoas que me são mais próximas. Quando o tempo escasseia temos ainda mais a noção que as coisas mais importantes são mesmo as mais simples.

Guarda, certamente, tempo para se mimar e cuidar de si. Quais os seus rituais diários de beleza?
Aprendi que a melhor forma de cuidar de mim é fazer sempre aquilo em que acredito. Curiosamente, essa aprendizagem veio monopolizar a maior parte do meu tempo, ainda assim há coisas essências das quais não abdico. Procuro, todos os dias, hidratar o corpo e cabelos. Tenho, cada vez mais, cuidados com as minhas escolhas a nível de cosmética e maquilhagem, e sempre que me é possível faço os tratamentos na clínica BodyScience.

Tem alguns cuidados com a alimentação e o corpo?
Tenho, procuro fazer uma alimentação variada e equilibrada, mas sem qualquer fundamentalismo, também é muito importante a hidratação, algo que procuro fazer entre as refeições. O meu exercício físico é principalmente andar, ao deixar o carro em casa, mas tenho o privilégio de viver no centro de Lisboa.

Como descreveria o seu estilo?
Somos sempre as piores pessoas para nos avaliarmos. Acho que é um estilo muito próprio, porque não está espartilhado por nenhum conceito, gosto de me divertir e conciliar peças muito distintas umas das outras. Não acho que tenha um estilo definido, porque varia conforme a ocasião e principalmente o meu estado de espírito.

Quais as peças-chave que não podem faltar no seu armário?
Para além dos meus básicos (bomber em pele, blazer de corte masculino, camisa de laçada branca, calças de ganga, e tees em branco e preto) diria os sapatos, os casacos intemporais e os acessórios para personalizar o dia.

E cores preferidas?
Não é uma cor, aliás é mesmo a ausência dela, mas tenho que responder o preto.

Não sai de casa sem…
Sem a minha aliança.

Créditos: Imagens de ANDY DYO.
Agradecimentos: 39 A Concept Store (Rua Alexandre Herculano, 39ª, Lisboa), H&M e Swarovski.

Por Parque Nascente

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